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October 16 2011

Steve Jobs Day

Eu fui uma das pessoas que ficou murchinha após saber da morte do Steve Jobs. Podem falar o que quiserem, mas eu sou Apple maníaca e aqui em casa há uma “maçã” espalhada por todos os cômodos: iPods, iPhones, Macbook, iMac, AppleTV. Não tem como não ser fã. Lembro-me ainda de quando eu me rendi a Apple, pois foi super Windows por anos e anos e anos (que hoje me fazem pensar como consegui por tanto tempo), até o dia que me rendi e comprei o macbook branquinho (o primeiro) e aí não larguei mais.

Acho até difícil fazer qualquer homenagem depois de tantas incríveis que já fizeram, mas hoje eu chorei (de verdade) vendo esse vídeo que foi feito usando sons de produtos da Apple e o discurso de 2005 que ele fez em Stanford. Gostando ou não do Steve Jobs vale a pena clicar no play:

via

July 18 2011

For lovers only

Eu sou romântica. Sempre fui. Poucas vezes na vida eu não estive apaixonada, não só pelos homens, mas também por músicas, amigos, pessoas, filmes…

Hoje passei o dia saudosa pela ausência do Ola, que está preso na Suécia por conta do maldito visto. Enquanto fazemos malabares para contornar as saudades e nos mantermos próximos, mesmo com esses milhares de quilômetros que nos distanciam, eu tenho meus momentos melancólicos em que deito na cama sentindo aquele vazio do lado e choro baixinho. No dia seguinte corro para o skype para poder ver o sorriso dele e, então, me acalmar tentando não contar os longos dias que faltam para a gente se rever.

Nessas horas eu entro no modo “estou sofrendo”, aí vou ver filmes românticos, músicas felizes e por aí vai. Hoje foi dia que passei horas e horas no vimeo só assistindo vídeos que tem o “amor” como tema central, porque no final isso me aquece e tranquiliza de alguma maneira. Seguem alguns que achei espetaculares:


A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.


APRICOT — A Short Film by Ben Briand from Moonwalk Films on Vimeo.


For Lovers Only iTunes Trailer #2 from Julia_ti on Vimeo.

E esse vídeo até poderia ser feito com nós dois, cada um de lado do mundo:


Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

E o trailer do lindo “I’m here”, do Spike Jonze, que agora dá para assistir na íntegra (e super vale a pena) no site oficial do curta.


Spike Jonze “I’m Here” from BLAST on Vimeo.

E claro, duas músicas que me fazem lembrar muito do Ola, especialmente a primeira, do James Blake:


What Else Is There? from Röyksopp on Vimeo.

E antes que digam qualquer coisa, eu assumo toda minha breguice. :)

for ola with <3

May 09 2011

Dia das mães

A primeira vez que resolvi fazer terapia foi por causa da minha mãe, com quem eu passei a adolescência inteira me estapeando. Eu não era fácil, ela menos ainda. Na terapia eu chorava sempre que ela virava o assunto, já que depois que comecei, descobri tanta coisa pra resolver, que ela já não era mais a questão central. Foi assim, vivemos entre tapas e beijos, com ela sempre dando um jeito de me criticar. Por outro lado, às vezes ela deixava sua docilidade transparecer a ponto de eu me derreter e agradecer pela mãe incrível que tenho.

Eu sempre fui gastona. Nunca poupei, sempre comprei tudo que queria e não queria, apenas pela ansiedade de gastar, o que tinha e o que não tinha. Chegava em casa acabada, com uma sacola a tiracolo, já arrependida pelo aparente desperdício. Enquanto eu lamuriava, ela apenas respondia “prazer não tem preço, já gastou mesmo, então não sofre e aproveite”.

Cresci, fiquei independente e fui morar sozinha, voltei, saí de novo. Foram altos e baixo, até a idade chegar mais para os dois lados e a gente, finalmente, começar a se entender.

Hoje ela está um pouco fragilizada e a pessoa mais fácil de se levar. Seu corpo já não responde como gostaria, a energia parece ter esgotado, mas ela se mantém ali, firme e fingindo que não é com ela. Suas pernas vivem traindo sua vontade, ela cai pra cá, tropeça ali. Estamos sempre à volta com a certeza de que ela está bem. São apenas as pernas, porque o resto está tudo bem mesmo.

Quando eu cambaleio à toa, bate aquele medinho de ser um problema genético, que me deixará assim, um pouco dependente das pessoas para poder estar em pé. Ela não liga, critica nossas preocupações, diz que pode se virar, sai andando sozinha, faz a gente acreditar que se preocupa demais (e talvez a gente se preocupe demais mesmo). Eu me preocupo, não só com ela, mas com meu pai, que acabou largando seus vôos sempre tão ousados, apenas para cuidar dela.

Eu, que estou sempre ocupada e preocupada com meus problemas, dou menos atenção do que gostaria (puro egoísmo na minha análise mais racional). Aí vem aquelas saudades de quando eu deitava no colo dela pra ver novela e ainda ganhava uns trocados pra gastar na cantina da escola no dia seguinte. Quando a vida ainda era sem preocupação, sabe?

Eu sempre fui muito família. Tenho uma conexão incrível com meus pais. Agradeço sempre pela minha família e pela criação que tive. O meu lado ousado, aventureiro, amigo, curioso vem deles. Meus pais sempre me fizeram acreditar que problemas são oportunidades para desafios, sempre me ensinaram que a vida deve ser vivida com leveza, que eu devo correr atrás do que eu acredito, independentemente se ninguém acredita em mim. Deram-me a liberdade que qualquer pessoa sempre almejou, nunca criticou meus namorados, mesmo quando eu os trocava a cada 3 meses; nunca fez qualquer comentário negativo sobre minhas escolhas.

tal mãe, tal filha

Pela primeira vez em muito tempo eu resolvi que é tempo de compartilhar meu tempo com eles. Sempre bate uma culpa antecipada de não poder estar com eles, de não ir visita-los porque estou cansada, de não compartilhar os momentos que eles estão na minha casa porque estou trabalhando. Por isso pra mim foi incrível passar 3 dias coladinha nos 2 pra cima e pra baixo mostrando meus cantos favoritos do Rio de Janeiro. Não só eu, mas o Ola que foi o namorado mais incrível e paciente do planeta, acompanhando cada passo, dando a maior atenção, fazendo piadas, tirando fotos, contando histórias.

Há tempos eu não tinha um dia das mães tão feliz. Fez eu ver tantas coisas, principalmente sobre o que sou, o que quero, o que busco, o que acredito…

Feliz dia das mães dona Maria, a mãe mais incrível que eu poderia ter!!! <3 e feliz dia para todas as mães pacientes e incríveis com a minha.

January 06 2011

O ódio

Eu já odiei alguém do fundo da alma. Bastava cruzar com ela para subir aquele gosto amargo na boca. Nessa época eu tinha uns 19 anos e foi a primeira pessoa que odiei na vida. Sempre pensava como seria se ela morresse, até o dia em que ela quase morreu. Chorei copiosamente, pois senti que eu tinha culpa por ter projetado tanto sentimento negativo nela.

Depois disso eu resolvi avaliar o porquê de sentir tanto ódio por ela. Na minha auto-análise eu me dei conta de que ela, de alguma forma, ressaltava todos os meus defeitos, muitas vezes refletidos nos próprios defeitos dela. Perto dela as minhas fraquezas pareciam todas expostas.

Desde então eu nunca mais odiei alguém, não porque deixaram de ressaltar meus defeitos, mas porque decidi aprender a lidar com isso de uma forma mais simples. Não sou uma pessoa perfeita, portanto há pessoas que eu não gosto, mas raramente elas me incomodam, porque se incomodam, eu trato logo de entrar no modo freudiano para saber o que me incomoda nela.

Não sou a melhor pessoa do mundo e nem tenho a pretensão de ser. Tenho meus defeitos, alguns já sei que me seguirão até a próxima vida; não sou uma pessoa muito paciente; acabo exigindo das pessoas um pouco mais do que, talvez, elas poderiam dar, afinal cada um tem sua limitação ou simplesmente não estão afim de atender às suas expectativas, as quais eu não deveria ter, mas que muitas vezes essas próprias pessoas me “vendem” algo que elas não podem oferecer.

Eu amo pessoas e parto do princípio que todas valem a pena. Tenho meus rompantes, mas tenho meu lado generoso e acabo me doando um pouco além do que eu deveria, por isso vou passar a vida eternamente tendo meus momentos de decepção.

Não entendo o ódio de pessoas que gastam seus dias falando por trás sobre você e na frente finge que te ama, quando tudo que quer é encher um revólver de balas e encher sua cara de tiros. É, tem ódios extremos e isso me causa espanto.

Eu entendo alguém sentir raiva da gente, mas alimenta-la à exaustão e compartilha-la com o mundo, é algo que eu penso o quanto você expõe para ela coisas que ela não suporta nela mesmo, seja lá o que for. Afinal passar dias e dias perguntando sobre você e maquinando com pessoas que você gosta (sic!) como socar a sua cara ou te encher de tiros (mesmo que figuramente falando), é porque realmente você fez essa pessoa mergulhar profundamente em algo que ela não estava preparada.

O ódio faz muito mais mal para quem o nutre. Para aos odiados, muitas vezes resta simplesmente o choque, a incredulidade da maldade, um tiro na testa, basta olhar esse monte de guerra aí, né minha gente?

E viva 2011 que antes mesmo de tanto ódio vir à tona, já tinha sido decidido como o ano da grande limpa e por aqui ela já está começando.

Desculpem-me o desabafo, mas às vezes é necessário escrever para se sentir bem.

Tags: pessoal odio

Simplesmente neve

Eu amo neve. Lembro-me da primeira vez que vi, que senti, que me emocionei com ela. Lá estava eu passando uma temporada na Suécia. O ano era 1997 e tudo era novidade para mim. Tinha saído de um emprego confortável, mas entediante; de um relacionamento longuíssimo que achei que era para sempre, para me aventurar e iniciar a transformação que resultou no que sou hoje.

Cheguei na Suécia no início de outubro de 97. Ainda dava para sentir os resquícios do verão, mas logo já não era possível sair de casa sem uma malha, jaqueta, cachecol, luvas e botas. Nas filas das festas serviam café para amenizar o frio na espera. Só no início de dezembro é que vi os primeiros flocos de neve. Foi uma baita emoção. Por dias a fio tudo que eu queria era afundar meus pés na neve fofa, levar meus escorregões, sentir a neve batendo no meu rosto. Logo me mandei para Londres, onde troquei a neve por uma chuva constante.

Voltei a ver somente em 2007, quando fui para Praga. No meu último dia por lá, a neve chegou e me fez feliz novamente, porém durou pouco, pois logo embarcaria para Paris, onde a neve passava longe na época.

Há um ano atrás me reúne entre amigos e fomos passar o carnaval entre Suécia e Noruega. O intuito era esquiar. No nosso grupo de 6 pessoas, apenas um, apesar de ter viajado inúmeras vezes, nunca tinha visto neve. Quando cheguei na casa do Ola e vi a frente da casa com metros e metros de neve, com o mar a frente completamente congelado, abri o sorrisão, pois já sabia que me divertiria como criança. Não foi diferente. Quando todos chegaram e resolvemos atravessar o mar andando, logo nos jogamos na neve, fizemos “anjos”, pulamos, mergulhamos e ríamos. Parecíamos um grupo adolescente (talvez éramos). O Renato, que nunca tinha visto neve, era um dos mais animados do grupo. Depois disso seguimos pra Suécia e passamos uma semana com a neve cobrindo cerca de 70cm da casa e em algumas partes, mais de 1m.

Eu gosto do mundo branco, eu gosto do por do sol que ele nos proporciona, eu gosto da luz que ele emana, eu gosto da arte que ele cria sozinho. Não me canso de olhar à minha volta e ter o branco cobrindo tudo. Ela me acalma e realça a beleza do mundo.

casa do Ola e os amigos se divertindo no mar congelado

Ok, estou bem brega hoje, mas o vídeo abaixo super me inspirou e ainda ajudou a levantar o astral de um amigo que estava todo borococho hoje. Neve real agora só no final do ano. Se você estiver derretendo por aí como eu aqui, dá um play e contemple:


Dutch Winter from Kasper Bak on Vimeo.

December 17 2010

Retrospectiva

O Pulmmesion é uma plataforma que integra com o Tumblr, Flickr e Facebook, criando um vídeo com as fotos postadas na rede escolhida. Eu fiz o meu vídeo ontem, mas hoje notei que ele não está disponível para novos vídeos. Talvez o sucesso tenha sido tamanho que ele não está conseguindo dar conta da demanda. Eu consegui o meu. :-)

Foi um belo jeito de passar em minutos os bons momentos da sua vida. Como é final de ano, veio a calhar ainda mais. Adorei ver um montão de gente que eu gosto, relembrar viagens, delícias, paixões, quem ainda está por aqui, outros que já se foram. Eu me emocionei.


My Pummelvision from lalai luna on Vimeo.

September 06 2010

Mais é nada

Lembro-me  da minha adolescência em que eu tinha paz ao ler calmamente os meus livros, as minhas revistas, ver os meus filmes, ouvir meus discos. Tudo chegava aos poucos, o dinheiro era ainda mais curto, então a lentidão aumentava, o que contribuía para não dar vazão à minha ansiedade.

Era uma coisa de cada vez. Tudo fluía ordenadamente, até o surgimento da web como a conhecemos, que se por um lado contribuiu em muita coisa na minha vida, por outro arruinou completamente a minha paz.

Nada é mais “uma coisa de cada vez”. Agora é “tudo ao mesmo tempo”. Claro que isso incomoda a minha paz, arruina o meu estômago e colabora imensamente para a minha ansiedade.

A vida deixou de ser tão simples. Quando eu encerrava meu dia já esgotada e completamente vesga pelo excesso de informações, surgiram os feeds. Lá fui eu feliz da vida juntar os poucos links que na época me interessavam. Diariamente eu conseguia facilmente dar conta de todas as novidades, mas elas foram aumentando. Cada dia surgia um novo link para agregar aos meus favoritos. De repente meus favoritos faziam parte de uma lista tão extensa, que nem um dia dedicada a ela eu teria a capacidade de dar conta.

Criei então a listinha do que eu considerava os melhores feeds, que, por sua vez, foi aumentando também. A impressão que eu tenho atualmente é que não dou conta de mais nada, que estou ficando pra trás, que as novidades rolam e quando chegam até mim, elas já são coisas do passado.

O que era minha terapia diária, virou meu pesadelo constante. Abrir meus feeds me causa uma dorzinha terrível de que não dou conta do excesso de informação. Não consigo ler meus livros, mal consigo terminar de folhear minhas revistas e a informação vai se acumulando. Fico cansada e frustrada.

Imagino-me discutindo com uma terapeuta qualquer que o meu drama é, simplesmente, não conseguir ler meus feeds. Hoje ao pular de alegria com novidades, e querer compartilha-las, eu recebo olhares enfadonhos (de que eu estou bem atrasada e todo mundo já está sabendo aquilo há dias!!!!), fez eu clamar de volta a minha vida em que o “menos é mais”, porque no momento meu sofrimento é apenas com o excesso, do “mais que não é nada”.

Concordo com o título desse estudo “o excesso de informação, a neurose do século XXI”. Eu super sofro desse mal!!!

The love is in the air

ola&eu

Na última sexta-feira (03/09) eu e o Ola resolvemos inovar.

Acordei passando mal e decidi que trabalharia em casa e depois iria ao Poupa Tempo fazer meu RG.

Enrolei-me de tal maneira, que melhorei sem perceber. Fomos almoçar num japa, tomar café, resolver coisas no banco, que consumiu meia hora nossa sem qualquer culpa. Quando saímos de lá, resolvemos resolver uma pendenga nossa: declarar nossa união estável para que o nosso país permita que o Ola more em paz comigo.

Essas idas e vindas à Polícia Federal já deu no saco. Ensaiamos fazer essa declaração várias vezes, mas acho que sempre rolou um medinho dessa decisão interferir psicologicamente na nossa relação. Bobagens. Uma declaração de união estável não é exatamente um casamento, mas você vai lá no cartório e assume assinando um papel que sua relação é séria.

Nãoo que a nossa não fosse, afinal moramos juntos há quase 2 anos entre idas e vindas do Ola para o Brasil.

Como para nós era mais resolver uma questão burocrática, não avisamos ninguém. Quando nos demos conta, estávamos diante de uma senhora à moda antiga no cartório nos declarando marido e mulher. Rimos, nos beijamos e quase fomos aplaudidos por uma pequena platéia.

No meu twitter, como eu falo pelos cotovelos, eu já tinha anunciado que estava no cartório casando com o Ola sem qualquer requinte e amigos à nossa volta.

Só nos demos conta do que tínhamos feito quando meu twitter começou a bombar com parabéns pelo casório. Foi aí que ambos transbordamos de emoção e decidimos assumir que, de alguma forma, estamos casados.

Foi uma comoção coletiva. De repente foi como se eu tivesse casado escondida e queria fazer surpresa. A verdade é que nada foi planejado. Falei com meu melhor amigo 15 minutos antes e sequer comentei, logo eu que não consigo esconder um segredo.

No final ganhamos até presente dos amigos, que com certeza tiveram que correr atras de algo só para não deixar passar batido.

Agora estamos nos sentindo casados, mas sequer conseguimos ter uma lua de mel. Acordamos no dia seguinte às pressas, depois de uma rápida brindada no Vegas com poucos amigos, nos olhamos, rimos e nos perguntamos “tá sentindo alguma coisa diferente?”.

Quem nos casou foram os amigos, os conhecidos e até alguns desconhecidos que me seguem no Twitter. Acabamos nos divertindo um bocado com a reação dos amigos proximos que ficaram chocados e, de alguma forma, se sentiram traídos por nao termos contado nada e muito menos convidado para nossa “cerimonia”, que teve uma escrivã como testemunha.

Claro que isso nos animou a querer uma festa, que para nós vai ser para celebrar nossa relação que fará 2 anos no proximo dia 14 e, de forma bem cafona eu digo: relação que so tem trazido alegria.

Agendem aí: dia 23 de outubro e ja vai pensando no modelito, porque queremos ver todos num traje de gala celebrando toda essa história com a gente.

August 24 2010

Motion Portraits, Motion Photography.

Paula Burlamaqui e Daniel Alvim : O amante

Giselle Itié

Long portrait, motion portrait, motion photography… sei lá como vamos chamar isto, mas é isto. Fiz estes dois para o site da Revista IstoÉ Gente durante as sessões de fotos para a revista impressa e só posso dizer que estou gostando muito desta coisa aí.

Na verdade, acho que está demorando até demais para isto virar algo usual por aqui. Revistas, internet, ipads, iphones… demorou, ne?
Mas enquanto não vira mesmo, vou fazendo quando dá. Outro material parecido com isto que fiz e gosto foi este aqui para o site da Revista Elle, durante uma sessão de fotos para revista também.

A modelo é Andressa Fontana, da Way model, o make é da Simone Barcelos. A trilha sonora de todos estes vídeos é original, as duas primeiras eu fiz usando loops prontos e neste último para a Elle a trilha foi feita pelo Rabih (que até canta) + Fábio Smeili (RRR) e isto é uma das coisas que curto muito nestas experiências: envolver mais gente, mais amigos. Todos vídeos tem resolução fullHD e foram feitos usando uma canon 5dmkII e luz natural.

August 22 2010

1 ano de saudades

foto by benoit paille

foto by benoit paille

Hoje celebrarei e brindarei às minhas lembranças, aos nossos bons momentos e as saudades apertadas e doloridas que sinto há exatamente um ano.

Ela foi uma das pessoas mais próximas que eu perdi, que se foi depois me dizer adeus e que me amava, mas que seria melhor assim. Chorei noites e noites e achei que essa dor nunca passaria. Essa amenizou, mas as saudades se intensificaram, as perguntas morreram e deram lugar a uma estranha compreensão.

E sinto muita falta, penso muito nela e, de alguma forma, ela sempre estará presente do meu jeito. Confesso que às vezes converso com ela, pois ela sempre foi uma pessoa que ficava feliz quando eu compartilhava minhas alegrias. Ela ria e vibrava comigo. Éramos tão diferentes, mas tínhamos tantas coisas e anseios em comum.

Eu suporto os meus, ela não suportou os dela.

Sempre fico imaginando como seria se ela estivesse por aqui ainda e o que estaria fazendo. Acredito que ela esteja em paz onde quer que esteja. Tudo que eu queria era poder abraça-la como abracei várias vezes.

Muitas saudades, pois ela será uma pessoa que vou amar pra sempre!!!

May 02 2010

Peugeot: como perder um cliente

Há tempos que ando ensaiando a compra de um carro. Entre um mundo de opções, acabei me decidindo por um Peugeot 207. Bom preço, boas referências e um carro bonitinho.

O negócio estava em andamento com uma concessionária até surgir o tal feirão no final do mês de março. Passei na loja Victoire, nome pomposo, mas onde o atendimento deixa bastante a desejar.

Esperamos cerca de 1 hora pelo atendimento, mas até aí minha empolgação relevou tal espera. Era feirão, mas não tinham colocado vendedores extras. De acordo com a recepcionista, não estavam todos os vendedores presentes da loja, pois era sábado. Ah, tá, é feirão, a busca aumenta, mas no quesito preparo para a demanda falharam. Foi aí meu grande erro em esperar um atendimento primoroso, mas aparentemente está tão fácil vender Peugeot, que a questão que fazem por você é bem mínima.

Apesar de ser feirão, eles não tinham também o carro para pronta-entrega, mas fizeram o pedido de modelo 2011 com preço de modelo 2010. Como o desconto era razoável (menos que 10%, diga-se de passagem), eu não me importei com o risco da volta do IPI, pois a vendedora Leandra me deu um prazo de 15 dias para a entrega.

Assinei o pedido, fiz a lista dos opcionais e fiz uma ficha para financiar o carro. Na semana seguinte entraram em contato comigo para pegar algumas indicações pessoais e dados do meu banco.

No 15º eu liguei para a Leandra para saber o status de entrega do meu carro, pois ninguém tinha entrado em contato comigo até então. Não consegui falar com ela, pois estava fora. Voltei a ligar no 23º dia e só fui atendida ao dizer para a recepcionista, que tinha informado que a Leandra estava com uma cliente, que eu só desligaria quando ela me atendesse.

A resposta foi bem vaga, mas gentil. Talvez o carro seja entregue na semana que vem, mas não temos data. Como não tem previsão de algo que tinha sido garantido a entrega em 15 dias? Falei para ela que eu sairia para ver carros e caso encontrasse algum que me agradasse e fosse pronta entrega, eu ligaria de volta para cancelar o pedido.

Não liguei e também ninguém me ligou. No 27º liguei novamente, mas a Leandra estava de folga. Insisti à recepcionista que verificasse o meu pedido no sistema e me desse alguma posição. Ela falou com o gerente e voltou com a informação que o carro chegaria em 2 dias. Acalmei os ânimos e resolvi que esperaria.

No dia prometido, eu liguei à Peugeot novamente, mas a Leandra não pode me atender, pois estava com um cliente. Dei um chilique no telefone e então ela me ligou na sequência. Quando perguntei sobre a entrega do carro, ela exclamou surpresa:

- Mas você cancelou o pedido!

Como eu cancelei o pedido? Ela insistiu para eu repensar e não cancelar e eu disse que pensaria a respeito, veria outras oportunidades e caso eu decidisse pelo cancelamento, eu retornaria a ligação, diferentemente dela que nunca me ligou para dar uma posição sequer sobre o meu pedido. Ela disse que iria verificar e voltaria a me ligar. Não me ligou, mas como sou bem insistente e gosto de ver até onde as coisas vão, eu liguei para ela 6 horas após o contato. A resposta foi:

- O banco não aprovou seu crédito.

Até poderia me convencer disso, mas o banco sequer me pediu qualquer documento, ou seja, o banco não teria como analisar a minha ficha financeira. Caso eles verificassem o meu saldo médio dos últimos dois anos, acho muito pouco provável que reprovariam a minha ficha. E era muita coincidência ela dizer primeiramente que cancelou o meu pedido e retornar com essa informação.

Mesmo que isso tivesse sido verdade, eu imagino que um atendimento primoroso (o que eu achava que teria de uma concessionária oficial da marca) teria entrado em contato para me informar e perguntar se eu teria alguma outra opção. No dia da compra eu informei a ela que eu tinha crédito do meu banco para financiar o carro, mas acabei optando pelo banco com quem eles trabalham porque a taxa era um pouco inferior. Ok, ela não deve se lembrar disso.

Para encurrala-la, eu a relembrei a informação e disse que estávamos no 30º da data do meu pedido, então eu mandaria para ela no dia seguinte meu crédito aprovado e ela poderia liberar meu carro. A resposta foi que o meu carro não tinha vindo, que ela tinha um “perolado”. Quem compra carro perolado? Só se o desconto for realmente nas alturas. Você vai investir quase R$ 40.000 num produto e não pode escolher a cor que você quer? Seria o mínimo, não?

Expliquei toda a situação delicada em que ela me colocou, pois eu não contava com um atraso de 30 dias nessa entrega e então ela explicou que todas as entregas estavam atrasadas. Alguém já ouviu falar em planejamento de fábrica?

Isso aconteceu na quinta-feira e a tal vendedora Leandra, da concessionária Victoire, que fica na Av. Rebouças, 2357, disse que voltaria a me ligar para dar um posicionamento. Ela ligou para você? Não? Porque para mim também não.

Sou uma pessoa muito fiel às marcas que consumo e primo muito pelo serviço oferecido. Não basta ter um bom produto, precisa alia-lo a um bom atendimento. Sei que temos uma deficiência na qualidade de serviços por aqui, mas nessa guerra de marcas que vivemos atualmente e em tempos de mídias sociais, em que os consumidores tem uma voz muito mais poderosa, é um risco tremendo cometer esse tipo de deslize. E o CRM existe antes mesmo das mídias sociais e algumas marcas inteligentes o utilizam muito bem.

Obviamente a Peugeot é uma marca que eu risquei do meu caderninho. Das referências que tive, agora me volto às negativas que algumas pessoas me deram quando compartilhei minha decisão.

Não sei se existe uma marca ideal, mas vou atrás de alguma que me respeite como consumidora, porque se para alguns o respeito é “falar gentil”, as pessoas estão bem mal informadas sobre qualidade.

Se alguém comentar que vai trocar de carro (e ouço isso bastante), talvez eu  não dê a recomendação esperada, mas vou dizer “ah, só não procure a Peugeot, porque o atendimento pode fazer você ganhar uma gastrite”.

April 05 2010

Mixtape no ar

Demorou, mas finalmente fiz um mixtape para o Deep Beep. Ao invés de juntar minha barulheira toda, eu preferi focar em vocais femininos e contar minha história através delas.

São mulheres que marcaram minha adolescência, como a Patti Smith, as que me acalentaram nas minhas fossas, como Mazzy Star (e olha que deixei Portishead de fora dessa), que me fizeram rodopiar na pista, como YYY e uma que faz parte da minha trilha da minha história com o Ola, Fever Ray.

Aterrisse lá, baixe e ouça.

Espero que curta.

April 03 2010

Time Away

Estou aqui divagando com meus botões sobre o tempo, esse que me encanta e me assusta. Ando nostálgica, mas também de momentos que não vivi. É um cheiro, uma cor, uma sensação, uma lembrança, um sonho.

Hoje revirei livros, revistas e meus feeds. Todos eles trouxeram apenas o passado. Foi Bela Lugosi, Anais Nin, fotos antigas, postais de Paris e de repente, esse vídeo lindo, que é uma promo feita para a joalheria Bjørg, por Matias&Mathias, que me fez afundar no meu sofá e mergulhar de volta às minhas lembranças.


TIME AWAY – BJØRG 2010 from Matias&Mathias on Vimeo.

March 07 2010

A invenção da mentira

Desde a infância aprendemos que é feio mentir, mas mesmo assim passamos a vida mentindo. Sejam pequenas e tolas ou grandes e perigosas as nossas mentiras.

Eu entrei em parafuso há um tempo atrás sobre esse assunto, pois às vezes a mentira toma proporções que fogem ao controle e transforma a vida do seu interlocutor num “mundo faz de conta”. Uma fábula em que ele acredita fazer parte. A mentira nesse caso não era minha e sim de duas pessoas que faziam parte da minha vida. É, duas! Para lidar com o assunto, o destino me encaminhou duas pessoas com perfis bem similares e como eu sou uma pessoa que acredito no ser humano, caí como patinho na balela de ambos.

Muitas vezes tentei entender se ambas eram mitômanas ou se realmente as mentiras foram saindo do controle a ponto de ter que criar uma vida baseada nela. Desisti.

Li bastante a respeito, revi minha própria vida e minhas próprias mentiras que se transformaram em verdades. Não sou expert no assunto, mas ele me interessa bastante. Livros sobre o assunto não faltam.

Ricky Gervais é para mim o mestre de trazer assuntos cotidianos de uma forma incrível para a tela. Vide The Office. Um de seus últimos lançamentos foi o filme “The invention of lying“, em que Gervais escreveu e dirigiu à quatro mãos com Matthew Robinson.

O filme conta a história de um mundo em que a mentira não existia, tanto que no momento em que ela surge, o personagem Mark (Ricky Gervais) fica procurando uma palavra para descrever a mentira e não encontra. Acaba o diálogo dizendo que não existe uma palavra para definir o que fez e tenta explicar de maneira prática a mentira, porém como ela não existia, seus interlocutores não entendem.

O filme é simples e genial. Ele beira o insuportável, já que as pessoas falam o tempo todo o que elas realmente sentem. Ninguém poupa ninguém, a vida é sem graça, as emoções parecem contidas e, obviamente, todo mundo acredita no que todo mundo diz, até que Mark descobre a “manipular a verdade” e começa a usá-la para conquistar uma mulher.

O elenco é primoroso: a mulher pela qual Mark se apaixona é vivida pela atriz Jennifer Garner, além de John Hodgman (do Daily Show with Jon Stewart), Tina Fey (30 Rock), Rob Lowe, Jonah Hill, Christopher Guest, Jeffrey Tambor e o comediante Louis C.K.

O filme deixa claro que seria insuportável viver sem a mentira. O mundo fica tão real, que parece artificial. O filme não foi lançado por aqui, mas vale ir atrás e assisti-lo:

February 15 2010

A arte do silêncio

Eu sempre falei pelos cotovelos. Na infância eu tinha a árdua tarefa de semanalmente levar advertências escolares para que meus pais assinassem, sempre por falar demais durante as aulas. O que eu tinha a meu favor é que sempre tirei notas boas, mas isso não me poupou de broncas intermináveis de que eu deveria falar menos.

Isso vem de família. Quem conhece meu pai sabe bem sobre o que eu estou falando. Uma das coisas, entre várias, que eu mais admiro nele é a maestria em contar histórias.

Quando cresci o meu maior problema era o fato de gostar tanto de falar ao telefone, tanto que não tive meu primeiro estágio prolongado, porque eu recebia ligações o tempo todo e eu era apenas uma estagiária.

Hoje não gosto de falar ao telefone. Tenho pressa em desligar e para mim o telefone é algo para conversas rápidas. O que eu menos uso no meu celular é a função básica dele, que é falar. Porém, continuo a tagarela de sempre. Talvez em doses menores, mas gosto de falar. Sempre tive uma dificuldade imensa de ficar de boca calada e acho que meu grande desafio no início do meu namoro foi lidar com o silêncio, pois o Ola é uma pessoa mais calada e contemplativa.

Essas minhas recentes viagens à Suécia tem me dado boas oportunidades de aprender a lidar com o silêncio. Na última semana, como todos sabem, ficamos em uma estação de esqui em Trysil, na Noruega. No último dia eu encarei uma caminhada de 6km, que exigiu toda a minha concentração para que eu mantivesse meu equilíbrio e não caísse na neve. Foi uma das pouquíssimas vezes que minha mente esvaziou por completo. Eu não tinha a menor vontade de falar e/ou pensar em algo. Eu queria apenas ouvir o som das minhas pisadas na neve, do vento e contemplar a imensidão branca à minha volta.

Passei cerca de 3 horas, com algumas paradas, num mergulho no silêncio. Depois me dei conta como é difícil acalmar nossas mentes, que não param, que estão sempre tendo ideias, buscando soluções, preocupando-se com problemas diários, sonhando, pensando bobagens.

Sempre soube que o silêncio era uma arte, mas muito distante para mim, afinal ficar em silêncio não significa que “você está em silêncio“. Talvez eu esteja apenas ficando velha, mas cada vez mais quero férias da minha mente louca.

Não me recomendem retiros, não é essa a intenção… pois adoro alternar meu novo silêncio com conversas leves sobre o nada.

E mais um curta lindo que traduz um pouco esse post:


Hello Again – A short film
from Session 7 Media on Vimeo.

January 31 2010

2010: a vida passa tão rapidamente

Ontem, dia 30 de janeiro, algumas pessoas ainda me desejavam “feliz ano novo”. Brinquei que hoje é último dia para desejar feliz 2010 a alguém, afinal amanhã já é fevereiro.

Não sei se é com todos, mas a impressão que tenho é que cada vez mais o tempo passa mais rápido. Não sei ainda se isso é bom ou ruim, se isso é devido a nossa velhice que avança e a nossa vida que voa. Só sei que essa passagem rápida do tempo faz eu tentar correr contra o relógio cada vez mais.

Anseio por mais realizações, mais experiências, mais calma. Quero estar mais com as pessoas que eu gosto, quero fazer coisas simples e me deleitar com elas, quero viajar, conhecer mais lugares, ler mais livros, ver TV sem culpa apenas para me desligar dessa pressa, quero jantarzinhos, cafés, quero ficar horas na cama abraçada com quem eu amo, quero dormir mais, mesmo que isso consuma tempo em que eu poderia estar vivenciando algo. Quero apenas não me culpar por achar que estou deixando de fazer coisas porque estou à toa.

É incrível quando paro para pensar no que eu já consegui fazer nesse primeiro mês do ano, que faz eu ansiar pelo que farei nos próximos 11. Quero pensar menos no tempo no formato em que ele é, pois essa “contagem” que me causa friozinho na barriga por achar que não vou dar conta de tudo.

É como se “antigamente” fosse mais devagar e o “agora” simplesmente nos devora com sua ansiedade tão marcante nesse novo século. Ou sempre foi assim e tudo isso é apenas impressão porque estou vivendo mais?

Um vídeo lindo indicado pela @evolucaolacoste de boas-vindas a 2010, que já parece ter chegado há tanto tempo:


We love 2010 from Soleil Noir on Vimeo.

January 04 2010

Parabéns Ola!

Hoje o Ola completa 24 anos e juntos completamos 1 ano, 3 meses e 20 dias, porém é a primeira vez que vamos comemorar juntos. Eu não poderia deixar passar a data em branco, mesmo sendo num dia meio lento em que todos estamos voltando de férias e com enxaqueca pela negação do término delas.

O Ola é uma das pessoas mais especiais que conheci e que me proporcionou a relação mais saudável da minha vida. Ele é divertido, irônico, inteligente, bonito, tem bom gosto, ouve boa música, é geek, tem olhos azuis, tem sangue vicking, cozinha como ninguém, cuida de mim, me faz cafuné, é obstinado, aventureiro, easy going, tem um ótimo senso estético, o que ajuda a nossa casa a ficar mais bonita, tem um gosto apuradíssimo por queijos e sempre me faz uma surpresa deliciosa, tem ótimas piadas, não me enche o saco perguntando o que eu tenho quando eu não quero falar nada, deixa eu falar sozinha quando o assunto não merece ser discutido, especialmente quando estou na TPM, respeita meu espaço, é companheiro, animado, vai comigo onde precisar a hora que for, é designer, um ótimo fotógrafo entre outras cositas e não leva meu ciúmes tolo a sério.

Por minha causa ele largou tudo na Suécia e algumas boas expectativas de trabalho na Europa só pra ficar comigo; começou a discotecar e agora passa pelo menos umas 3 horas diárias treinando; perdeu a estimada prancha de windsurf quando se mudou para o Brasil; se tornou mais paciente, mais sociável e faz milhares de planos comigo.

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

Ola velejando, uma das coisas que ele mais ama fazer

O Ola foi um dos melhores presentes que a AgClick me deu, afinal foi por lá que eu o conheci quando ele participava do programa da FarFar trabalhando na Criação. Nesse período que estamos juntos a gente nunca se desentendeu, estamos sempre em paz e se enroscando por todos os cantos.

Ola te amo muuuitoooo!!! Feliz aniversário e vou continuar fazendo tudo que estiver ao meu alcance para contribuir na sua felicidade.

Na sexta-feira ele comemora o novo ano na festa It’s Alive, que acontece no Vegas, no lobby e toca por lá por volta da 1h30.

January 02 2010

Bem vindo 2010

foto by Richy

foto by Richy

Nenhuma passagem de ano que tive foi tão simbólica como essa. A minha eterna lista de planos para o novo ano, algumas decisões bem importantes, além de uma limpeza com mágoas que possam ter se esticado além do necessário.

Ficamos numa cobertura na Enseada, no Guarujá, em que pudemos assistir a queima de fogos de camarote enquanto saltávamos na piscina ao invés das habituais sete ondas. Antes da meia-noite uma procissão infindável de pessoas seguiam rumo à praia. A noite de ontem não anunciava o dilúvio que tomaria conta do primeiro dia do ano.

Foi um dos reveillons mais tranquilos e deliciosos que tive em anos. Mente tranquila, assuntos pendentes resolvidos, coração apaixonado e eu me sentindo feliz como nunca. O que se chega à conclusão (óbvia) é que sempre o que vai importar é o grupo de pessoas com o qual você está e não o lugar. Claro que um lugar fantástico ajuda bastante, mas dessa vez bastou uma boa casa, 6 pessoas incríveis à minha volta e paz. Ah, às vezes nessa loucura em que vivemos esquecemos da paz, mas como é bom tê-la. Há tempos eu não ficava acordada até o sol começar a raiar pelo puro prazer de estar com as pessoas com quem eu estava.

Espero que a virada de ano tenha sido fantástica para todos também e que tenham a mesma certeza que eu: que 2010 será um ano incrível.

Agradeço novamente todo mundo que tem feito parte da minha vida.

December 25 2009

Que 2010 chegue com tudo!

Todo ano faço minha retrospectiva e 2009 foi o ano com maiores mudanças na minha vida. Perdi pessoas queridas de forma abrupta e ainda sofro por essas perdas, mas vou me confortando com as boas lembranças que restaram. Lembranças das risadas, das conversas, das filosofias, dos cafés, das trocas de ideias, dos planos em conjuntos, dos projetos que gostaríamos de dividir, dos sonhos, das desilusões e agora, das saudades, que lido bem mal, que faz eu chorar algumas noites, que faz eu ficar tentando achar respostas, que faz eu querer voltar no tempo. São as sensações que sempre acompanham os que ficam.

E cada perda é uma lição que a gente aprende, que muitas vezes são óbvias. É o momento que você não dedicou à pessoa e de uma lista de coisas que queriam ter feito juntos. E aí novamente me pego nas lembranças e acaba virando um processo cíclico, que talvez vai se amenizando com o tempo, mas hoje sei que nunca esquecemos as pessoas que marcaram nossas vidas, estejam elas por aqui ainda ou não mais.

Apesar das perdas, eu também tive um ano de grande revolução. Iniciei 2009 sem emprego e querendo me dar um ano sabático, mas que acabou não acontecendo, pois felizmente trabalho e projetos não faltaram.

Consegui tirar minhas merecidas férias e ir para uma das minhas cidades favoritas, montar meu apartamento do jeito que eu gostaria, rever amigos, montar minha agência com pessoas incríveis, tomar decisões importantes e me dei ao luxo de voltar atrás, fazer festas incrível, firmar novas amizades, das quais hoje eu não consegui pensar em viver sem e, claro, estar feliz da vida com o Ola, que largou tudo para viver comigo.

O grande balanço é que, apesar de vários perrengues, 2009 foi um ano incrível e ponto de partida de uma grande revolução, que sei lá onde vai dar, mas o que me move é a mudança, a possibilidade de experimentar coisas novas e ter novos desafios à frente.

Quero agradecer imensamente cada um que esteve presente na minha vida, aos que me apoiaram de alguma forma, seja diretamente ou não.

Desejo a boas festas, deliciosas férias e que 2010 seja um ano incrível recheado de tudo que almejamos: sucesso, $$, amor, risadas, alegrias, boas viagens e claro, um paz, porque a gente merece.

Fecho o post com uma música que amo e marcou época, é velha, mas “all is full of love”:

November 08 2009

Como foi ter um carro que ninguém tinha por alguns dias

Há um mês atrás mais ou menos, a Riot entrou em contato comigo perguntando se eu gostaria de testar por uma semana o novo carro da Chevrolet, o Agile. Não titubeei, apenas me preocupei porque minha carteira de motorista estava vencida, mas nada que um pulinho num despachante não resolvesse. Em três dias eu estava com minha carteira nova em mãos e na semana seguinte, a agência AG2 me entegrava o carro para o meu teste.

agile_01

Achei bem curioso terem me escolhido, afinal eu não sou fã de carros e entendo bem poucos sobre eles. Agora que estou cogitando em comprar um novo, eu tenho ficado mais atenta, mas sinceramente eu acabo analisando design, conforto, tamanho (prefiro carros pequenos), features e se o carro é econômico.

Ter feito o teste caiu como uma luva, afinal como falei acima, já que quero comprar um carro novo há algum tempo, mas meu apego somado à preguiça de decidir por um novo modelo, além do dinheiro que terei que dispender, tem feito eu me manter firme com meu surrado pretinho básico. Quando vi o carrão novo chegando, eu parecia uma criança abrindo uma imensa caixa de presente no Natal. Me senti tão insegura, que pedi ao rapaz que trouxe o carro para estacioná-lo na minha garagem.Vai que eu conseguisse a proeza de batê-lo na minah espremida vaga da garagem.

Logo na sequencia, peguei o namorado para já estrearmos o carro na ida para o meu escritório. Obviamente ele saltou no banco do motorista, pois estava tão empolgado quanto eu e acabou dirigindo (e testando) o carro antes mesmo de mim.

Passar uma semana com o Agile, que ainda não estava sendo vendido foi uma experiência bacana em três pontos:

1) a interação que as pessoas criaram comigo por causa do carro: muita gente me parou na rua para perguntar que carro era, fui mais paquerada no transito, motoristas não me deixavam passar, mas quando eu conseguia, eles diminuiam a velocidade para poder visualizar o carro. Eu virei por tabela o centro de atenções com Agile por uma semana, além de ter virado a caroneira oficial da turma, afinal todo mundo queria experimentar o carro.

2) o conforto do carro fez eu me desapegar rapidamente do meu pretinho básico e assumir minha preguiça em trocar de carro (apego era mera desculpa).

3) como eu ando com um pretinho básico moribundo, nem sempre eu deixo o carro com o manobrista em algum dos eventos que costumo ir, já que as pessoas te olham do dedinho do pé até o último fio de cabelo. Dessa vez eu fiz questão de deixar o carro com manobrista em tudo quanto era canto. Quando perguntavam “qual seu carro?” para buscá-lo e eu respondia “o Ágile”, pronto, não tinha que me dar ao trabalho de falar a placa.

Também não tinha cogitado comprar um carro Chevrolet, mas depois de testá-lo, eu fiquei bem tentada. Eu testei a versão completa e, como sou a desatenção em pessoa, cheguei a conclusão que eu preciso de um carro que pense por mim e ele pensou boa parte do tempo. Não precisei me preocupar com pequenos detalhes, pois ele tem sensor automático para tudo e mais um pouco.

Adorei o conforto dos bancos e as várias opções de posição, enfim, dirigir virou um prazer, mesmo quando o transito estava completamente parado, talvez pela atenção que eu, ops, o Ágile chamava. A única coisa que me incomodou no carro foi o acabamento do painel e do interior das portas, que é de plástico, pois o carro é tão bacanudo, que merecia um acabamento melhor, mas essa foi a minha única reclamação.

No final eu ousei perguntar o porque eu tinha sido escolhida para testá-lo. A resposta foi que selecionaram vários perfis e eu fui a “baladeira” do grupo. A pergunta que ficou é: se eu tivesse sido pega pela polícia dirigindo após ter tomado duas cervejas, a Chevrolet me perdoaria? Tá, mas eu juro que não fiz isso, sou adepta do “bebeu? volta de táxi”.

No dia da devolução eu enrolei o máximo possível, só para ficar um pouquinho mais com ele, pois eu já estava sofrendo em ter que voltar para o meu velho carro.

O resumo da ópera é que fiquei animada o suficiente para comprá-lo, tanto por ter curtido a experiência por todos seus viés, quanto pelo preço, que está dentro do meu orçamento e ainda é um “big small car”.

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